segunda-feira, 27 de janeiro de 2014




                                              ESTUDO SOBRE A AIDS
       Síndrome da imunodeficiência adquirida (SIDA — em inglês: acquired immunodeficiency syndrome - AIDS) é uma doença do sistema imunológico humano causada pelo vírus da imunodeficiência humana (VIH — em inglês: human immuno deficiency virus - HIV).1 2 3 Durante a infecção inicial, uma pessoa pode passar por um breve período doente, com sintomas semelhantes aos da gripe. Normalmente isto é seguido por um período prolongado sem qualquer outro sintoma.O HIV é transmitido principalmente através de relações sexuais sem o uso de preservativo (incluindo sexo anal e, até mesmo, oral), transfusões de sangue contaminado, agulhas hipodérmicas e de mãe para filho, durante a gravidez, o parto ou amamentação.4 Alguns fluidos corporais, como saliva e lágrimas, não transmitem o vírus.
       A pesquisa genética indica que o HIV surgiu no centro-oeste da África durante o início do século XX.6 A AIDS foi reconhecida pela primeira vez em 1981, pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, e a sua causa — o HIV — foi identificada na primeira metade da década.7 Desde a sua descoberta, a AIDS causou a morte de aproximadamente 30 milhões de pessoas (até 2009).8 Em 2010, cerca de 34 milhões de pessoas eram portadoras do vírus no mundo.9 A AIDS é considerada uma pandemia, um surto de doença que está presente em uma grande área e que está se espalhando ativamente.10

                                               A AIDS NO BRASIL
      A situação da aids no Brasil é hoje bem diferente do que era durante a década de 80. As primeiras notícias a retratavam como uma doença restrita a grupos de risco (principalmente homossexuais e usuários de drogas) e que dificilmente chegaria a grandes grupos da população.  Hoje, a aids já está espalhada por todo o País: 1.552, dos 5.559 municípios brasileiros, notificaram pelo menos um caso da doença no período 99/2000, sendo que a maioria destes municípios tem população menor ou igual a 50 mil habitantes. O "grupo" mais afetado também mudou: de acordo com dados do Ministério da Saúde, a transmissão da aids tem sido predominantemente heterossexual.
      Os hospitais são obrigados a informar ao Ministério todos os casos de aids e as infecções pelo HIV. O Ministério da Saúde recebeu, de 1998 a março de 2001, mais de 210 mil notificações de casos de aids. Desde de 1996, a epidemia de aids vem crescendo, em média, 20 mil novos casos por ano. Isso representa uma estabilização no número de casos novos, segundo o governo.
      O uso de drogas injetáveis é responsável por 18,5% dos casos registrados. Entre menores de 12 anos, a transmissão do vírus da mãe para o filho é responsável por 90% dos casos notificados. Cerca de 50% das pessoas que pegaram aids já morreram.
Entre os anos de 2000 e 2001 observa-se que nas mulheres, a doença é mais presente entre aquelas que terminaram o primeiro grau (63,7%). Entre os homens, a grande maioria infectada em 2000 e 2001 estudou até a 8ª série, apontando para declínio do segundo grau em diante. Uma leitura das notificações por região mostra que a epidemia diminuiu radicalmente no Centro-  Oeste do Brasil e diminuiu nas demais regiões, tendendo a estabilizar.
      São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Curitiba continuam sendo as capitais com o maior número de casos registrados até o momento, o que representa 37,3% dos casos. Antes de 1995, Belo Horizonte ocupava o quarto lugar. Os municípios com a maior proporção de casos por habitantes são, segundo ordem decrescente: Itajaí e Camboriú, em Santa Catarina, Porto Alegre, no Rio Grande do Sul e Florianópolis, também em Santa Catarina. No ano de 1996, eram elas: Camboriú, Santos (SP), Florianópolis e Ribeirão Preto, no Estado de São Paulo.



                     CASOS DE HIV/AIDS AUMENTAM EM PARAUAPEBAS   

      85 casos de HIV/AIDS diagnosticados este ano em Parauapebas com 12 óbitos, um quadro preocupante que mostra o crescimento da incidência da doença no município.
Nos últimos oito anos, 542 casos da doença foram confirmados, 72 pessoas morreram vítimas da AIDS em Parauapebas. O Vírus HIV tem contaminado pessoas em todas as faixas de idades e classes sociais, tendo até crianças e idosos como alvos. Então em relação ao último ano 2010: tivemos 73 casos diagnosticados contra 52 casos no ano de 2009 um acréscimo em torno de 40%, porém 3 óbitos em 2010, o que denota que nossos pacientes tem um boa qualidade de vida e acompanhamento sistemático, posso lhe garantir que em Parauapebas nossos pacientes tem controle regular da sua saúde, tais como: exames de rotina mensal, exames específicos dentro do que preconiza o tratamento, medicamentos para AIDS regulares e consultas com especialistas como preconiza o Ministério da Saúde.
    As mulheres são maioria na faixa abaixo dos 35 anos; já dos 36 aos 40 anos, há um empate entre os gêneros, mas os homens lideram o ranking da contaminação dos 41 aos 55 anos, sendo ultrapassado dos 56 aos 60; a partir de então os gêneros retomam o empate.  “Eu não diria que está estabilizado, pois a epidemia tem crescido no município. Temos uma baixa faixa de teste, e isto é preocupante, pois, passamos o ano de 2011 sem funcionamento por que a unidade do CTA estava em reforma e construção”, avalia Alan Webert, coordenador do CTA (centro de Testagem e Aconselhamento); ele explica ainda que o número é preocupante e está em ascensão.
     Alan diz que o enfrentamento de HIV/AIDS depende de uma política de governo, dando acesso à população para a realização do teste desde a sífilis a hepatite viral, que são doenças que transmite através de relações. Ele admite ser preciso ampliar a oferta que, em sua opinião, é baixa. “Mas mesmo assim o número da AIDS não diminuiu; e este crescimento não foi notado apenas em Parauapebas, mas em todo o Estado. Tendo hoje em destaque com grande epidemia Paragominas e Altamira, por que são áreas onde estão tendo grande crescimento demográfico”, mensura Alan Webert.
     Enfrentamento da doença – Na projeção do coordenador do CTA, Alan Webert, o modelo ideal para promover o enfrentamento da doença é a implantação de laboratório com capacidade de fazer análise destes materiais. No CTA de Parauapebas, segundo informações repassadas pelo coordenador da unidade, só existe um laboratório montado para todas as patologias, oferecendo apenas o teste rápido de HIV, faltando testes da Sífilis e Hepatite B. Parauapebas faz parte de uma política de incentivo que é um recurso de R$ 75 mil, mais R$ 14 mil de contra partida que dá R$ 89 mil por ano, o papel deste dinheiro é incentivar e fortalecer algumas políticas próprias do governo para que os municípios fação uma zona de prevenção ou campanhas. “Este recurso, infelizmente, está parado pela dificuldade de execução. No inicio do deste ano, 2012, havia um saldo de R$ 215 mil reais. Se o município recebe R$ 89 mil por ano como é que tem 215 mi na conta?”, questiona Alan, explicando que o recurso, mesmo disponível, não foi usado por que teve pouco impacto na política de HI/AIDS.
      Estrutura de atendimento - O prédio do CTA sofreu reforma de 2010 a 2011, e foi entregue em 2012, mas na opinião de Alan Webert o espaço é pequeno para uma demanda de 249 usuários atendidos, segundo ele, de maneira satisfatória. “O que está faltando é a área de recursos humanos; hoje a gente tem um infectologista especialista atendendo uma vez por mês, é uma profissional que vem de fora para atender cerca de 100 pacientes, isso é preocupante para gente. Deveríamos ter este profissional com maior frequência, ou contratado definitivamente”, anseia Alan, contando da necessidade de um corpo clínico presente. O CTA tem médicos nas segundas e na quintas-feiras, que são profissionais de ginecologia e de clinica geral que serve para fazer um diagnóstico na área das doenças sexualmente transmissível; mas aqui  o de infectologia só uma vez por mês. O que, na avaliação de Alan Webert, deixa a equipe sobrecarregada e a demanda reprimida.


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